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James Ensor

 

A Entrada de Cristo em Bruxelas - 1889
Água-Forte sobre papel do Japão
24,8 x 35,6 cm

James Ensor nasceu em 13 de Abril de 1860, em Ostende. O pai James Frederic Ensor é um engenheiro de origem inglesa. A mãe, Maria Catharina Haegheman, pertence a uma modesta família local e é dona de uma loja de souvenirs, artigos orientais, conchas e máscaras de carnaval.

Em 1861 nasceu Mariette (<<Mitche>>), a irmã de Ensor, que posará para sérios desenhos e quadros.Entre 1873 - 75, Ensor freqüenta liceu Notre Dame de Ostende. Tem aulas de desenho com dois artistas de Ostende: Edouard Dubar (1803-1879) e Michel van Cuyck (1797-1875).

A família Ensor muda-se, em 1875, para uma casa situada na esquina da rue de Flandre com o boulevard van Iseghem, onde vive até 1917.

Ensor pinta em 1876 os seus primeiros pequenos quadros em cartão. São sobretudo paisagens, vista das dunas e marinas. Matricula-se na Academia de Ostende.

A Catedral -1889/1933
Água-Forte sobre papel
da China, colorido a giz.
23,5 X 17,5 cm

Em 1877, ele estuda na Academia de Bruxelas, onde conhece os pintores Willy Finch, Fernand Khnopff e Guillaume Vogels, começando amizade com a família Rousseau, que o introduz nos meios intelectuais e anarquistas de Bruxelas. Conhece Eugène Demolder que escreve a primeira biografia de Ensor em 1892.

Regressa a Ostende em 1880, mantendo, no entanto, contatos com os amigos de Bruxelas. Ensor instala o seu estúdio no sótão da casa de seus pais. Pinta retratos realistas e paisagens inspiradas pelos impressionistas: O Rapaz dos candeeiros, A Rue de Flandre sob a neve.

Sua primeira exposição acontece em 1881 e contou o círculo vanguardista belga << La Chrysalide>>, em Bruxelas. Pinta sombrias cenas de interiores: A tarde em Ostende, A sala burguesa.

Expõe novamente no ano seguinte no Salão de Belas Artes de Paris e no <<L'Essor>>, círculo artístico de Bruxelas, que não se interessa minimamente pelos seus trabalhos. Ensor pinta a A comedora de ostras, que será recusada no Salão de Antuérpia.
Octave Maus funda no ano de 1883 o círculo artístico de vanguarda <<Les XX>> com, entre outros, Ensor, Khnopff, Finch, Van Rysselberghe e Vogels. Ensor pinta o seu primeiro quadro com máscaras, As máscaras escandalizadas e um auto-retrato Ensor de chapéu florido (ainda sem lhe ter posto o chapéu).

Faz viagens, em 1884, a Holanda e a Paris, Todos os trabalhos enviados pelo artista ao Salão de Bruxelas são rejeitados. Na revista <<L'Art Moderne>> é publicada uma sátira de Ensor sobre a Academia. Começa a incluir motivos fantásticos em obras como Esqueleto olhando estampas chinesas e O armário assombrado. Em 1886 surgem suas primeiras gravuras: Cristo insultado, A Catedral. Registram-se conflitos no seio do grupo <<Les XX>>. Ensor isola-se cada vez mais. O pai morre um ano depois aos 52 anos. Morre também a irmã dele e sua tia. Ensor parece ter abandonado o período sombrio, começando a pintar com tons mais claros: As Tentações de Sto António, Adão e Eva expulsos do Paraíso.


O Esqueleto Pintor -1896/97
Óleo sobre madeira
37,5 X 45,5 cm

Ensor pinta a sua obra-prima, A Entrada de Cristo em Bruxelas em 1889. Conhece Augusta Bogaerts, filha do dono de um hotel. A <<Sereia>>, como ele a chama, ficará sua amiga até à morte. A Entrada de Cristo em Bruxelas em 1889 é recusada no Salão do círculo <<Les XX>>, que estudam a hipótese de excluir o pintor do círculo. O artista pinta numerosos quadros de máscaras,
como Velha com máscaras e o O espanto da máscara Wouse.

Em 1892 fica quatro meses em Londres. Mitche, a irmã, casa com um chinês que a abandona pouco depois, deixando-lhe uma filha, Alexandra. Ensor sofre de pneumonia.

Em 1893, Ensor faz sua última exposição de <<Les XX>>. Cada vez mais isolado, Ensor põe o seu estúdio á venda. por 8500 francos, mas nenhum comprador se mostra interessado.

Dissolução do grupo <<les XX>> e fundação de <<La Libre Esthétique>>, em 1894.

Um ano depois o Museu de Belas-Artes de Bruxelas compra o Rapaz dos candeeiros e o Departarnento de Gravura algumas águas-fortes. O escritor Eugène Demolder organiza a primeira exposição individual do artista no escritório do pai, em Bruxelas.


Ensor em seu atelie - 1897
PS: Repare a semelhança dessa
foto com a pintura acima.

Ensor faz sua primeira pequena exposição individual em 1898 no Sa/on des Cents, em Paris, porém, sem impacto.

A revista parisiense <<La Plume>> dedica um número especial a Ensor. que pouca atenção suscita por altura da sua publicação (1899). O <<Círculo Artísticos>> de Ostende expõe 52 gravuras do artista. O Museu Albertina, de Viena, adquire uma série completa de 100 gravuras.

Ensor é nomeado Cavaleiro da Ordem do rei Leopoldo em 1903, e, em 1904 ele conhece a escritora Emma Lambotte, cujo marido lhe compra diversos quadros. Graças a ela, Ensor, conhece François Franck, que o protege e o encoraja a pintar, organizando exposições na associação >>L'Art Contemporain>>. É por seu intermédio que o Museu de Antuérpia consegue reunir um importante acervo de obras de Ensor.

Emile Verhaeren publica uma monografia sobre Ensor em 1908. Alexandra, a sobrinha do artista, casa, aos 14 anos, com Richard Daveluy, um desempregado, que causará grandes preocupações ao pintor.

Em 1909 nasce Jules, filho de Alexandra e Richard Daveluy. O expressionista alemão Emil Nolde visita Ensor em Ostende. Nolde inspira-se na sua obra para executar alguns dos seus quadros de máscaras.


Ensor de chapéu florido - 1883/1888
Óleo sobre tela
76,5 X 61,5 cm

Ensor termina a composição da música do bailado <<La Gamme d'Amour>>, para o qual escreveu igualmente os textos e desenhou o guarda-roupa e os cenários.

Apesar dos conselhos dos amigos, Ensor mantém-se em Ostende durante a guerra em 1914.
Ensor é preso em 1915 por ter insultado Guilherme II. A mãe, que o acompanhou ao longo de toda a vida, morre aos 80 anos e no ano seguinte morre também sua querida tia Mimi.

Ensor muda-se para a casa da rua de Flandre. que herdara do tio. Conserva a loja de .souvenirs do rés-do-chão, embora sem fins comerciais. É aqui que viverá até á morte, na companhia de dois criados.

Em 1920 acontece a primeira grande retrospectiva das obras de Ensor na Galeria Georges Giroux, em Bruxelas. No mesmo ano Ensor publica pela primeira vez seus escritos, pelas Editions Sélection, de Bruxelas. Na Alemanha,Paul Colin edita uma monografia sobre o pintor.

Importante exposição em Antuérpia. François Frauck lega oito telas de Ensor ao museu de Antuérpia. Em 1922 o museu Plantin-Moretus, de Antuérpia, compra o conjunto da obra gravada de Ensor.

O Pavilhão da Bélgica da Bienal de Veneza apresenta a obra de Ensor em 1926. Em 1927 primeira exposição de Ensor na Alemanha, na Kestner-Gesellschaft de Hanover (mais tarde, em Berlim e em Dresden), que inclui 50 quadros e a obra gravada completa.


Auto-Retrato - 1889
Água-Forte sobre pergaminho.
11,6 X 7,5 cm

Ensor recebe do rei Alberto I o titulo de barão. A Entrada de Cristo em Bruxelas em 1889 é exposta pela primeira vez numa retrospectiva do pintor, no Palácio das Belas-Artes de Bruxelas. Kandinsky visita Ensor em Ostende.

É inaugurado em 1930 um monumento em homenagem a Ensor, próximo do Kursaal de Ostende. Ensor está presente á cerimônia. Ensor expõe em 1932 em Paris, no Museu Nacional de Jeu de Paume. No ano de 1933 Ensor é proclamados <<príncipe do pintores>> em Bruxelas e a França o elege Grande Oficial da legião de Honra.

Três quadros e numerosas estampas são destruídas no Museu de Ostende durante os bombardeios alemães de 1940. Em 1942 a rádio nacional belga anuncia por engano a morte de Ensor.

A irmã de Ensor morre em 1945 aos 84 anos de idade. Exposição <<The Works of James Ensor>> na National Gallery, de Londres. Em 1948 funda-se a sociedade <<Les Amis de James Ensor >>, cuja finalidade é divulgar a sua obra e criar um museu Ensor em Ostende. Ao longo dos anos 50 <<Les Amis de James Ensor >>, em colaboração com o município de Ostende, instalam um museu na casa onde viveu o pintor. O museu conserva algumas gravuras, cópias das suas obras, como A Entrada de Cristo em Bruxelas em 1889, além de muitos objetos pessoais.

Ensor morre a 19 de Novembro de 1949, após três semanas de doença. E enterrado em Mariakerke, no cemitério da igreja de Notre-Dame-des-Dunes.

Informações retiradas do livro: " Ensor" de Ulrike Becks-Malorny.
(c) 2000 Benedikt Taschen Verlag Gmbh.

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