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Henri de Toulouse-Lautrec

 

Caudieux - 1893
(pôster)

Henri de Toulouse-Lautrec era um aristocrata, um boêmio alcoólatra e um grande artista. Afligido por tristes deficiências físicas, ele descobriu um ambiente que o distraía e divertia e tornou-se o mais vívido cronista desse meio. Os prazeres e vícios da vida noturna parisiense, seus artistas célebres e as esquecidas mulheres da vida vivem para sempre na obra de Lautrec.

Além de ser pintor, ele era um grande artista popular, tendo sido um pioneiro do ousado e chamativo novo meio, o pôster. Trabalhador prodigioso, dedicou-se simultaneamente a um estilo de vida autodestrutivo, que o matou com a idade de 36 anos.

Lautrec nasceu em 24 de novembro de 1864, em Albi, no sudoeste da França. Sua família era tradicional, distinta e rica. Diferentemente de muitos outros grandes artistas, Lautrec nunca teve sérias preocupações com dinheiro, exceto quando seu comportamento imprevisível provocava ameaças de cortar sua generosa mesada.

O lado negativo da ascendência de Lautrec eram os excessivos casamentos consangüíneos que haviam acontecido durante gerações, culminando com o casamento de seus pais, que eram primos em primeiro grau. Como resultado, Lautrec quase certamente sofria de uma doença degenerativa dos ossos que foi responsável por dois acidentes em 1878-79, quando quebrou ambos os fêmures em quedas aparentemente inofensivas.


Monsieur Boileau em um Café 1893

Os ossos demoraram muito tempo para se consolidar, e afinal tornou-se claro que as pernas do adolescente não estavam crescendo corretamente. Lautrec estava condenado a tornar-se um homem baixo e desproporcional, movimentando-se desajeitadamente com uma bengala - uma figura que ele iria frequentemente caricaturar em seus desenhos, usando tipicamente a autozombaria para combater a autopiedade.

A família de Lautrec encorajou sua paixão de infância pelo desenho, mas ele provavelmente teria permanecido um talentoso amador se suas deficiências não o tivessem cortado do círculo social e esportivo da aristocracia. Nessas circunstâncias, os pais de Lautrec pouco resistiram quando ele anunciou o desejo de se tornar um pintor - embora dificilmente poderiam ter previsto o tipo de pintor que ele viria a ser.

Em 1882, Lautrec foi a Paris como estudante, inicialmente trabalhando com mestres bem-sucedidos, enquanto desenhava e pintava retratos incansavelmente. Em torno dos 25 anos, já havia desenvolvido seu próprio estilo pessoal, baseado em seu talento soberbo de desenhista: o traço rápido, incisivo e expressivo tornou-se a marca registrada de Lautrec, qualquer que fosse o meio no qual estivesse trabalhando.

Nessa época, já havia encontrado seu tema mais célebre - Montmartre, não muito tempo antes uma vila, mas agora um distrito, cada vez mais espalhafatoso e dirigido ao prazer, no limite norte de Paris. Em suas primeiras inconfundivelmente grandes obras, Lautrec registrou a vida do circo, o salão de dança, o cabaré e o teatro de variedades, cujas estrelas retratou repetidamente.


Loïe Fuller - 1893

O lado mais amargo das noites parisienses também o atraiu, e ele até mudou-se para as maisons closes (bordéis) por longos períodos, retratando seus moradores de um modo desencantado e pé-no-chão que é tudo, menos pornográfico.

A maior atração de Montmartre era o Moulin Rouge, onde as dançarinas como La Goulue realizavam performances frenéticas da "quadrilee", mais tarde renomeada cancã. Foi para o Moulin Rouge que Lautrec fez seu primeiro (e ainda o mais famoso) pôster, usando o relativamente novo processo da litografia.

Em constraste com técnicas, como a gravação, a litografia permitia ao artista desenhar fluentemente direto na pedra a partir da qual a impressão seria feita. Lautrec compreendeu logo que linhas grossas e forte cores chapadas eram necessário para ter um efeito e chamar a atenção dos passantes; e os seus primeiros pôsteres clássicos.

Nesse ínterim, ele paulatinamente se destruiu. Já em 1897, a sífilis e o alcoolismo afetavam seu comportamento, e em 1899 ele foi "desintoxicado" em um sanatório. Mas logo teve um recaída e voltou a beber, apesar de uma série de ataques paralisantes. Após um ataque final, ele foi levado para a casa de sua mãe, onde morreu em 9 de setembro de 1901.

Informações retiradas do livro: "Vida e obra de Lautrec" de Nathaniel Harris.
(c) Ediouro Publicações S.A.

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