
Levar Del Sole
|
Pintor francês,
tido como o maior expoente do Impressionismo. Durante muito tempo Monet
foi considerado, como Cézanne observou, "meramente um olho,
mas que olho", traduzindo para as telas as imagens diante dele.
Cézanne foi um pintor intelectual, criador de uma teoria que
se tornou a base da arte moderna; quando ele chamou Monet de "meramente
um olho", não quis dizer o olho mundano através do
qual a maioria de nós vê o mundo. O olho de Monet era o
olho de um pintor, um olho com uma mente criativa por detrás,
interpretando a realidade aparente e colocando-a no contexto das idéias
do pintor, criando assim uma nova visão para o espectador.
A abordagem
do mundo por Monet seguia linhas venezianas em vez de florentinas: ele
interpretava o mundo através da cor e não do desenho.
Seus ancestrais são Ticiano e Claude, e não Michelangelo
e Poussin. Como seus predecessores, Monet descobriu que a cor tem suas
próprias razões, assim como o desenho, a cor rompe as
nítidas exigências da linha. Monet buscava a verdadeira
realidade por trás da aparência visual esticando a cor
até seu limite e procurando, na própria natureza, aquelas
nuanças significantes que expressam a realidade do mundo.
La stazione di Saint Lazare
|
Claude Oscar
Monet nasceu em Paris, no dia 14 de novembro de 1840. Seu pai era comerciante
de secos e molhados e queria que o filho tivesse uma profissão.
O destino decidiu o contrário. Quando Monet estava com cinco
anos, a família se mudou para Le Havre, um agitado porto marítimo
na desembocadura do Sena, perto das espetaculares rochas brancas de
Etretat e Fécamp. O jovem Monet ficou excitado com o movimento
das embarcações e com os variantes humores do mar - eles
atraíam seu temperamento naturalmente volátil e sentimental.
No final da
adolescência, ele conheceu Eugène Bodin, pintor que tinha
uma loja de pigmentos em Honfleur. Bodin viu alguns desenhos do jovem
Monet e o encorajou a pintar e, o que é mais, a pintar ao ar
livre, método não muito comum numa época de pintores
de ateliê.
Effet da neve em Vetheuil |
Entusiasmado
com a idéia de ser pintor, Monet foi para Paris, ingressando
na Académie Suisse e no estúdio Gleyre. Ambos os lugares
eram sementeiras para novas gerações de pintores e ali
Monet conheceu Bazille, Pissaro, Renoir, Sisley e outros, os dois últimos
se tornara seus amigos para o resto da vida.
Em 1870, Monet
casou-se com Camille Doncieux e os dois foram para Trouville passar
a lua-de-mel. De lá, Monet foi até Le Havre e, por motivos
que ninguém soube explicar, mas que provavelmente estavam relacionados
com o medo de ter que se alistar no exército francês, viajou
para a Inglaterra no início da Guerra Franco-Prussiana. Sua mulher
teve que ser resgatada por Boudin e enviada depois dele.
Em Londres,
para onde Pissaro também fugira, Monet pintou suas primeiras
cenas londrinas. Terminada a guerra, ele e a mulher voltaram para a
França, em 1872, e fixaram residência perto de Paris, à
beira do Sena, em Argenteuil. Ali, Monet iniciou um fértil período
de pinturas e discussões sobre arte com seus amigos Renoir, Manet
e Sisley. Em 1878, mudou-se novamente para a vizinha Vétheuil.
Foi ali que Monet fez amizade com um rico negociante, Ernest Hoschedé
e sua esposa, Alice, que se tornaram admiradores de seus quadros. Quando
os negócios de Hoschedé foram abaixo, ele desapareceu
deixando a mulher e os filhos com Monet.
Le Palais Dario, Venise |
No ano seguinte, sua amada esposa Camille,
morreu de tuberculose meses depois de ter dado à luz o seu segundo
filho. Monet registrou o seu leito de morte em um quadro extraordinário.
Depois da morte de Camille, o inquieto Monet fez várias viagens
à Riviera francesa e à italiana, à Normandia e
à costa atlântica da França. Onde ia, pintava, mas
não estava contente com o seu trabalho. Temas diferentes não
eram a resposta; o importante era a pintura em si, o significado da
realidade através da cor.
Monet acabou voltando para o campo perto
de Paris, alugando e depois comprando uma casa em Giverny onde começou
a plantar um jardim onde pudesse pintar. Em 1891, começou a sua
famosa série de montes de feno nos campos circunvizinhos, em
todas as épocas do ano e condições climáticas.
Um ano depois, começou a sua igualmente famosa série de
quadros da Catedral de Rouen. Ao mesmo tempo, pintou várias vezes
o seu jardim em Giverny.
Alice Hoschedé já compartilhava
da vida de Monet há alguns anos: as cartas que lhe escreveu sobre
as excursões para pintar, e sobre seus medos e esperanças,
dão uma visão maravilhosa da mente do artista. Quando
o marido dela morreu, em 1892, Alice e Monet se casaram.
Estudo de Nenúfares
- 1908 |
Monet entrou
numa fase feliz e produtiva da sua vida. Seus trabalhos foram aceitos
pelo Salão Oficial e não lhe faltava dinheiro. Viajava
para a Noruega, Veneza, Londres, mas seu lar, tanto doméstico
quanto artístico, era em Giverny.
A morte de Alice,
em 1911, deixou-o só e desolado, e ele estava tendo dificuldades
para enxergar. Depois de uma operação de catarata, e usando
óculos especiais, pôde continuar trabalhando e foi incentivado
por Georges "Tigre" Clemenceau a terminar a grande série
de nenúfares que o governo francês adquiriu. Embora aclamado
como um grande pintor fanês, o próprio Monet, como a maioria
dos artistas, jamais sentiu ter alcançado a perfeita realização
de suas idéias. Morreu no dia 6 de dezembro de 1926.
Pintores
Famosos.com.br
Desde 1999 divulgando a Arte na Internet!