Candido Portinari

Olegário Mariano - 1928
Óleo sobre tela
Tam: 198x65,3cm
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Candido Portinari nasce numa fazenda de café,
em Brodowski, São Paulo, no dia 29 de dezembro de 1903. Seus pais
foram os imigrantes italianos Batista Portinari e Domênica Torquato,
que tiveram 12 filhos. Em 1909, o menino começa a desenhar.
No ano de 1912, participa, durante vários meses,
dos trabalhos de restauração da Igreja de Brodowski, ajudando
os pintores italianos a "Dipingere Le Stelle". Mais tarde, auxilia
um escultor frentista.
A partir de uma carteira de cigarros, Portinari faz a
lápis um retrato do músico Carlos Gomes em 1914. A família
guarda o desenho.
Viaja para o Rio de Janeiro em 1918. Tem aulas de desenho no Liceu de
Artes e Ofícios. Matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes,
na qual estuda desenho e pintura. Seus professores foram Amoedo, Batista
da Costa, Lucílio Albuquerque e Carlos Chambeland.
Realiza-se em 1922 na cidade de São Paulo, a Semana
de Arte Moderna, porém Portinari não participa. Expõe,
pela primeira vez, no Salão da Escola de Belas Artes.
No ano de 1923, Portinari manda para o Salão da
Escola de Belas Artes o retrato do escultor Paulo Mazzucchelli, ganhando
três prêmios, entre eles a medalha de bronze do Salão.
Participa do Salão Nacional de Belas Artes de 1924 com o quadro
Baile na Roça obra com temática brasileira, mas é
recusado pelo júri.
Obtém a pequena medalha de prata no Salão
de 1925, no qual expõe dois retratos, e recebe a grande medalha
de prata no de 1927. Com o retrato do poeta “Olegário Mariano”,
ganha o prêmio de Viagem ao Estrangeiro de 1928.

Despejados - 1934
Óleo sobre tela
Tam: 60x73cm
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Antes de viajar em 1929, faz sua primeira exposição
individual, com 25 retratos, por iniciativa da Associação
dos Artistas Brasileiros. Parte para a Europa. Viaja pela Itália,
Inglaterra, Espanha e se fixa em Paris."Comecei a trabalhar,
mas no meu quarto, porque não consegui ainda ateliê dentro
de minhas posses. Contudo, não estou triste, porque não
estou perdendo tempo: pela manhã vou ao Louvre, à tarde
faço estudos. Não pretendo fazer quadros por enquanto. Aprendo
mais olhando um Ticiano, um Raphael, do que para o Salão de Outono
todo". (Carta ao amigo Olegário Mariano)
Vai diariamente aos museus, descobre a pintura moderna
da Escola de Paris, discute sobre arte nos cafés e não tem
quase nenhum tempo para pintar. Conhece Maria Martinelli em 1930, jovem
uruguaia de 19 anos, radicada com família em Paris e se casa com
ela. Sente saudade de Brodowski e escreve para o Brasil... "Daqui
fiquei vendo melhor a minha terra - fiquei vendo Brodowski como ela é.
Aqui não tenho vontade de fazer nada. Vou pintar o Palaninho, vou
pintar aquela gente com aquela roupa e com aquela cor. Quando comecei
a pintar., senti que devia fazer a minha gente e cheguei a fazer o “Baile
na Roça”... A paisagem onde a gente brincou a primeira vez
não sai mais da gente, e eu quando voltar vou ver se consigo fazer
a minha terra..."

O M orro - 1936
Óleo sobre tela
Tam: 73x60cm
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Portinari e Maria regressam ao Rio de Janeiro em 1931
e ele passa a trabalhar num ritmo intenso. Participa da comissão
destinada a promover a reforma do Salão Nacional de Belas Artes,
no qual os artistas modernos são admitidos pela primeira vez. Portinari
é convidado pelo então diretor da Escola Nacional de Belas
Artes, o arquiteto Lúcio Costa, a fazer parte da comissão
organizadora do Salão. Nesse ano, Portinari apresenta 17 obras.
Portinari expõe individualmente no Palace Hotel
em 1932, dessa vez exibe obras de temática brasileira - cenas de
infância, circo, cirandas. No ano seguinte faz outra Exposição
Individual no mesmo local.
No ano de 1934, Portinari pinta “Despejados”,
obra de temática social. Intelectuais começam a ver em sua
figura o verdadeiro representante plástico do modernismo brasileiro.
Tem sua tela “O Mestiço” adquirida pela Pinacoteca
do Estado de São Paulo, sendo assim, a primeira instituição
pública a incluir uma obra de Portinari em seu acervo.
Em julho de 1935 é contratado para lecionar pintura mural e de
cavalete na Universidade do Distrito Federal, no Rio de Janeiro. Ao participar
da Exposição Internacional do Instituto Carnegie, nos Estados
Unidos, junto com pintores de 21 países, recebe a Segunda Menção
Honrosa, com a tela "Café". Essa obra é adquirida,
antes mesmo da premiação, pelo Ministro da Educação
Gustavo Capanema, para o Museu de Belas Artes.

A Primeira Missa no Brasil - 1948
Têmpera sobre tela
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Portinari pinta o seu primeiro mural em 1936, para o monumento
rodoviário da Estrada Rio/São Paulo, medindo 0,96 x 7,68
metros. O Ministro Gustavo Capanema convida-o a trabalhar no edifício
que será construído para o Ministério da Educação.
Em 1937, com a intenção de dedicar-se ao
estudo para os afrescos do Ministério, Portinari, recebe a colaboração
de alguns alunos da Universidade do Distrito Federal. Bianco, jovem pintor
italiano recém-chegado ao Brasil, é apresentado a Portinari
que o convida para trabalhar no Ministério.
O ano de 1938 é marcado pela execução
dos trabalhos do Ministério da Educação. No ano seguinte
nasce seu único filho, João Cândido, em janeiro desse
ano. Executou três painéis para o pavilhão brasileiro
na Feira Mundial de Nova Iorque: Jangadas do Nordeste; Cena Gaúcha
e Festa de São João. O Museu de Arte Moderna de Nova Iorque
adquire o quadro "O Morro", que René Huyghe, Diretor
do Museu do Louvre, aconselhara Portinari a não utilizar. Em novembro,
expõe 269 trabalhos no Museu Nacional de Belas Artes. A Universidade
do Distrito Federal é fechada.

Enterro na Rede - 1944
Óleo sobre tela
Tam: 180x220cm
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Portinari participa em 1940 da Exposição
de Arte Latino-Americana no Museu Riverside, em Nova Iorque. Expõe
com grande sucesso em Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.
A University Of Chicago Press publica "Portinari, his life and art",
o primeiro livro sobre o artista , com prefácio de Rockwell Kent
e Josias Leão. Ilustra "A Mulher Ausente", de Adalgisa
Nery.
Em Brodowski, na casa de seus pais, Portinari passa a
pintar uma capela para sua avó - "Capela da Nonna", que
já não mais podia freqüentar a Igreja. Passa vários
meses de 1942 nos Estados Unidos, pintando quatro afrescos para a Fundação
Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington. Vê o
quadro "Guernica", de Pablo Picasso, que o impressionou profundamente.
Ilustra o livro infantil "Maria Rosa", de Vera Kelsey.
A pedido de Assis Chateaubriand, pinta uma série
de murais para a Rádio Tupi do Rio, inspirados na música
popular brasileira. Realiza nova Exposição Individual no
Museu Nacional de Belas Artes em 1943. Ilustra "Memórias Póstumas
de Brás Cubas", de Machado de Assis.
Em 1944, pinta três painéis para a Capela
Mayrink, Rio de Janeiro. Acaba de executar um ciclo bíblico, que
Assis Chateaubriand compra e leva para a Rádio Tupi de São
Paulo, onde a influência da Guernica de Picasso é visível.
Trabalha com dois painéis da Série Retirantes. Pinta um
mural e azulejos sobre a vida de São Francisco de Assis, para a
Capela da Pampulha, em Belo Horizonte - MG.

Retirantes - 1944
Óleo sobre tela
Tam: 180x220cm
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Portinari perde seu grande amigo Mário de Andrade
em 1945. Faz uma "Via Sacra" para a Capela da Pampulha.
Filia-se ao Partido Comunista vendo nessa organização, mesmo
clandestina, a chance de lutar contra a ditadura, a favor da anistia e
de eleições. Nomes de grande prestígio junto à
sociedade reúnem-se à esse Partido. Candidato a Deputado
Federal por São Paulo, Portinari perde as eleições.
O PCB consegue eleger um Senador - Luiz Carlos Prestes e 14 Deputados.
No ano seguinte expõe na Galeria Charpentier, de
Paris, seus quadros e desenhos das séries "Os Retirantes"
e "Meninos de Brodósqui" . Recebe a "Legião
de Honra" do Governo Francês.
Candidato a Senador, em São Paulo, pelo Partido
Comunista, perde por pequena margem de voto em 1947, colocando em dúvida
a lisura do pleito. Viaja para Buenos Aires, onde faz uma Exposição
Individual, que volta a apresentar em Montevidéu, no Salão
da Comissão Nacional de Belas Artes do Uruguai.
Em 1948, pinta em Montevidéu, à têmpera,
o grande painel "A Primeira Missa no Brasil", para o Banco Boavista
do Rio de Janeiro. Ilustra "O Alienista" de Machado de Assis.
No final do ano, Portinari faz uma retrospectiva no MASP (Museu de Arte
de São Paulo), tendo as obras Enterro na Rede, Criança Morta
e Retirantes, doadas ao Museu por Assis Chateuabriand.

A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia - 1952
Óleo sobre tela
Tam: 47X71cm
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Entre 1949 e 1950, pinta o Mural "Tiradentes"
para o Colégio de Cataguases. Apesar do convite, não consegue
participar da Conferência Cultural e Científica para a Paz
Mundial, em Nova Iorque, pois tem seu visto de entrada negado. Viaja para
a Itália em fevereiro e visita Chiampo, terra natal de seu pai.
Expõe seis trabalhos na XXV Bienal de Veneza. Recebe, pelo painel
Tiradentes, a Medalha de Ouro da Paz do II Congresso Mundial dos Partidários
da Paz, em Varsóvia.
Participa em 1951, com uma sala especial, da 1ª Bienal
de São Paulo. A Bienal conta com mais de 2.000 trabalhos de pintura,
escultura, arquitetura e gravura de artistas de 19 países. Na Itália
é lançada a monografia Portinari, organizada e apresentada
por Eugenio Luraghi (ed. Della Mondione, Milão).
No ano de 1952 pinta para o Banco da Bahia, em Salvador,
o Mural "A Chegada da Família Real Portuguesa à Bahia".
Com ilustrações de Portinari, o semanário “O
Cruzeiro”, publica o romance “Os Cangaceiros” de José
Lins do Rego. Pinta um conjunto de obras sacras para a Igreja Matriz da
cidade de Batatais - SP, pequena cidade próxima de Brodowski.

O Descobrimento do Brasil - 1954
Óleo sobre tela
Tam: 98x79cm
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É inaugurada, em 1953, a decoração
para a Igreja de Batatais. E realizada a Via Sacra para integrar o conjunto
das obras. Começa a demonstrar um problema grave de saúde
devido à intoxicação com tintas. Expõe no
Museu de Arte Moderna do Rio uma mostra com mais de 100 obras. Inicia
o trabalho dos enormes painéis "Guerra e Paz" para a
sede da ONU, em Nova Iorque.
Participa em 1954 com mais quatorze artistas de quinze
países da mostra organizada pelo Comitê de Cooperação
Cultural com o estrangeiro em Varsóvia, que tem como tema principal
a luta dos povos pela paz. Executa também um painel dedicados aos
"Fundadores do Estado de São Paulo" para jornal O Estado
de São Paulo. Expõe novamente no Museu de Arte de São
Paulo. Participa da III Bienal de São Paulo, com uma sala especial.
Com os sintomas da intoxicação cada vez mais presentes,
é proibido pelos médicos de pintar por algum tempo. "Estou
proibido de viver", reclama.
Em 1955, o Internacional "Fine Arts Council",
de Nova Iorque, confere-lhe uma medalha como o pintor do ano. Ilustra
o Romance "A Selva", de Ferreira de Castro. Em outubro é
inaugurado o painel "O Descobrimento do Brasil", encomenda do
Banco Português do Brasil, no Rio.
Viaja à Itália e Israel, em 1956, e faz
exposição nos Museus de Tel-Aviv, Haifa e Ein Harod. Os
painéis "Guerra e Paz" são apresentados no Teatro
Municipal do Rio. Recebe o prêmio "Guggenheim's National Award",
da Fundação Guggenheim, de Nova Iorque. O Museu de Arte
Moderna do Rio edita o livro "Retrato de Portinari", de Antônio
Callado.

Seu Baptista
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A Maison De La Pensée, em Paris, apresenta a exposição
individual de Portinari em 1957, com o patrocínio da Embaixada
do Brasil, com 136 obras. Expõe no Museu de Munique. Os painéis
"Guerra e Paz" são inaugurados na sede da ONU. Recebe
a "Hallmark Art Award", de Nova Iorque. Solomon Guggenheim expõe
"Mulheres Chorando" um dos grandes estudos preliminares do painel
"Guerra". Expõe no Museu de Munique. Os painéis
"Guerra e Paz" são inaugurados na sede da ONU. Recebe
a "Hallmark Art Award", de Nova Iorque. No final do ano Portinari
começa a escrever suas memórias: “Retalhos da minha
vida de infância”: "Eram belas as manhãs frias
na época da apanha do café e delicioso o canto dos carros
de boi transportando as sacas da colheita. Quantas vezes adormecíamos
sobre as sacas. A luz do sol parecia mais forte.
Era somente para nós. Ia pela estrada afora o carro vagaroso, cantando.
Dormíamos cheio de felicidades. Sonhávamos sempre, dormindo
ou não. Nossa imaginação esvoaçava pelo firmamento.
Fantasias forjadas, olhando as nuvens brancas, mais brancas do que a neve.
Tudo se movia ao nosso redor como um passe de mágica. Belas eram
as seriemas, as saracuras e os tatus. Quando víamos no chão
um orifício, sabíamos a que bicho pertencia. Conhecíamos
também a maioria das árvores e arbustos, sabíamos
a maioria das árvores e arbustos, sabíamos suas serventias
para as doenças; as chuvas, o arco-íris, as nuvens, as estrelas,
a lua, o vento e o sol eram-nos familiares. O contacto com os elementos
moldava nossa imaginação e enchia nosso coração
de ternura e esperança."

Mestiço
Óleo sobre tela
Tam: 81x61cm
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Expõe em 1958, inaugurando a Galleria Del Libraio,
em Bolonha - Itália, os trabalhos com motivos de Israel, os quais
mostra a seguir em Lima e Buenos Aires. É convidado de honra, com
sala especial, na 1ª Bienal do México. No retorno de uma viagem
pela Europa declara que passará a dedicar-se à poesia. É
convidado para receber em Bruxelas, a Estrela de Ouro. Seu pai "Seu
Baptista", morre no Rio de Janeiro.
No ano seguinte expõe na Galeria Waldenstein, em
Nova Iorque e no Museu Nacional de Belas Artes em Buenos Aires. A pedido
da Librarie Gallimard, executa doze ilustrações, em cores,
para "O Poder e a Glória", romance de Graham Greene.
Ilustra também, com trinta gravuras , "O Menino de Engenho",
de José Lins do Rego. Pinta o mural "Inconfidência Mineira"
para o Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais S/A,
do Rio de Janeiro. Na V Bienal de São Paulo, expõe 130 trabalhos.
Após 30 anos de casamento, Portinari separa-se
de Maria em 1960, que, assumindo mais que o papel de esposa, ajudava-lhe
com os problemas do cotidiano, deixando-o livre para dedicar-se mais tempo
ao seu trabalho. Mesmo separados, Maria continua a prestar-lhe assistência.
Ainda para a Librarie Gallimard, ilustra os romances "Terre Promisse"
e "Rose de September", de André Maurois.
Executa cinco painéis para o Banco de Boston de
São Paulo: "Os Bandeirantes", "Fundação
de São Paulo", "Colheita de Café", "Transporte
do Café" e "Industrialização". Expõe
individualmente na Checoslováquia, em São Paulo e na Galeria
Bonino, no Rio. É convidado a participar do júri da II Bienal
do México. Realiza-se em Moscou, uma mostra de fotografias de várias
de suas obras. Nasce sua neta Denise. Feliz com o nascimento de sua neta,
declara: "Minha neta me libertará da solidão"
(Poemas: cento e vinte e seis, 1960). A partir daí, passa a retratar
sua neta em pintura e poesia.

Auto-Retrato
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Faz a última viagem à Europa em 1961. Encontra-se
com seu filho João Candido em Paris, revê amigos e lugares
que há muito lhe emocionavam. Sua saúde mostra-se mais uma
vez abalada, devido à doença que o atacara. Juntamente com
o amigo Eugenio Luraghi, planeja a exposição para o ano
seguinte em Milão. Em julho a galeria Bonino, no Rio de Janeiro,
apresenta a última exposição do artista em vida.
Envolvido no trabalho para a exposição de
Milão, descuida-se de vez de sua saúde. Morre, no dia 06
de fevereiro de 1962, na Casa de Saúde de São José,
no Rio de Janeiro, vítima de intoxicação das tintas
que utilizava. Seu corpo é velado no Ministério da Educação,
de onde sai o enterro, com grande acompanhamento.
"Quando o esquife de Portinari saiu do Ministério,
na manhã do dia 8, em carreta do Corpo de Bombeiros, dos edifícios
envidraçados, do pátio do Palácio da Educação,
das bancas de jornais, dos cafés em súbito silêncio
diante da Marcha Fúnebre e do Hino Nacional, voltaram-se para o
cortejo milhares de caras irmãs das que aparecem nos Morros,
nos Músicos nos Retirantes de
Portinari. Milhares de anônimas criaturas suas disseram adeus ao
pintor, miraram uma última vez o claro e sutil feiticeiro que para
sempre se aprisionou em losangos de luz e feixes de cor. Como se no espelho
apagado da vida do artista ardesse num último lampejo tudo aquilo
que refletira durante a vida". (Antônio Callado)
Informações retiradas
do site
WWW.CASADEPORTINARI.COM.BR
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